Essa semana assisti mais um vídeo cativante do casal Sean Ohienkamp (crazedadman) e Lisa Blonder. The Joy of Books é uma animação divertida em stop-motion, onde a proposta é dar vida ao universo dos livros. Para esse trabalho foram necessárias muitas madrugadas empilhando e animando livros. A dupla contou com a ajuda de 20 voluntários, e o resultado foi uma produção incrível que mostra o que acontece quando uma livraria fecha e os livros se divertem! O local escolhido foi uma livraria em Toronto, no Canadá, chamada Type.
Pra quem não viu o trabalho anterior da dupla, não deixe de dar o play!
Adoro histórias de amor! “Screwed Up” é uma animação encantadora feita em stop-motion, dirigida e animada por Kris Hofmann e Ulrika Axen. A história mostra o ciclo do romance, deste a conquista até a rotina, e finalmente a separação. As cores utilizadas, a trilha, os ângulos escolhidos, e a fotografia são lindos!
O filme foi muito bem no circuito dos festivais, ganhando o prêmio máximo em locais influentes. A animação “Zero” foi criada pelo casal Christopher e Christine Keseloz, e a história é uma analogia à raça humana, onde alguns nascem para serem líderes, outros para terem uma vida comum, e alguns simplesmente nascem com “Zero” oportunidades na vida. Injustiças a parte, vale o play.
Recentemente publiquei aqui no blog um post com um vídeo que tinha um conceito visual semelhante ao trabalho dos franceses Romain Pergeaux (direção) e Alex Profit (fotografia). Porém o objetivo deste trabalho foi homenagear o famoso livro de Júlio Verne“Volta ao Mundo em 80 Dias“.
Eles viajaram para o mundo e buscaram registrar de alguma forma suas experiências através de imagens sequenciais dos locais que visitaram. A rota escolhida foi: Estados Unidos (San Francisco e Nova York), Inglaterra (Londres), Egito (Cairo), Índia (Mumbai), China (Hong Kong) e no Japão (Tóquio). O vídeo levou cerca 3 semanas para ficar pronto, e o resultado foi uma animação super bacana em stop motion, que além de conseguir transmitir um pouco das sensações desse passeio em 80 segundos, mostra mais vez como a tecnologia pode ser uma aliada das inúmeras possibilidades da criatividade humana. Adoro ver esse tipo de trabalho, inspiração pura pra viajar e conhecer mais e mais lugares!
“Videogioco, a Loop Experiment”, é uma animação excelente e muito original feita em stop-motion por Donato Sansone e Enrico Ascoli. Eles utilizaram uma técnica impressionante com dobraduras de papel, quase um origami, incrível! Entrou na programação do Anima Mundi (e ganhou), como uma das melhores animações na categoria curtas-metragens. Vale assistir.
Que surpresa deliciosa! Consegui assistir à animação do escritor e diretor Adam Eliott. “Mary e Max – uma amizade diferente”, ganhou um Oscar em 2003 pelo melhor curta animado e um prêmio no Anima Mundi pelo curta “Harvie Krumpet”.
O diretor super premiado criou bonecos de massinha e posteriormente utilizou a técnica do stop-motion para compor uma história baseada em fatos reais entre dois personagens desajustados de idades diferentes, a garotinha Mary de 8 anos, e um homem mais velho por volta dos 40, Max. Eles tornam-se amigos por correspondência e aos poucos a amizade vai crescendo, e os temas abordados como infância, loucura, complexos, medos, discriminação, depressão, vão cada vez ficando mais densos e menos engraçados…
Os personagens são envolventes e encantam pela sinceridade do início ao fim. Fiquei emocionada e impressionada com a qualidade do roteiro, com os cenários estéticamente perfeitos em preto e branco e tons amarronzados, e a bela trilha sonora. Acho que todo mundo tem um pouquinho de “Mary e Max” dentro de si. Imperdível? Eu diria que sim :´)
Tim Burton criou Vincent, seu primeiro curta metragem animado em 1982. A animação feita em stop-motion, em preto e branco, e com narração em forma de poesia, é a mais antiga de suas produções. É possível encontrar elementos sombrios, e personagens bizarros e fantasmagóricos que posteriormente surgiram em seus filmes.
Vincent conta a história de um garoto de 7 anos que gostaria de ser como o ator americano de filmes de terror e suspense, Vincent Price, ídolo do diretor. Adoro Tim Burton, e adoro a forma excêntrica como ele trabalha o lado negro das fantasias infantis, misturando humor e tragédia numa linguagem inconfundível.