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“Sketching” Electronics | Design em papel integrado com circuitos eletrônicos

Renata Tonezi  em  28 de December de 2011  às  03:33 am  Dê um hello!

Quando criei esse blog foi com o intuito de trazer referências visuais, sensoriais e manifestações interessantes relacionadas ao vasto mundo do design, das artes gráficas e digitais que tenho visto/vivenciado por aí. Registrar momentos, percepções, olhares diferentes, mapear ações, comentar trabalhos interessantes, desenhar e criar coisas que façam parte desse universo é meu objetivo pessoal. Acredito que tão importante quanto vivenciar experiências, seja também documentar e registrar de alguma forma essas sensações. Muitas vezes tenho a sensação de estar parada embora esteja sempre correndo. A pressa, a necessidade e a ansiedade por fazer e viver tudo ao mesmo tempo e agora nos faz sentir vivos muitas vezes. Mas tem momentos que sinto o quanto é importante parar o que se está fazendo, pensar e refletir onde se quer chegar, e daí então dar um novo passo. Acredito que determinação e ação é tudo! Tudo que precisamos é saber exatamente onde queremos chegar. Mais uma vez estou de volta, reservando e dedicando parte do meu tempo a manter esse espaço vivo e atualizado!

Hoje vi algo que me deixou realmente impressionada e feliz, o trabalho de Leah Buechley. Ela é designer de produtos eletrônicos e trabalha em grupo de pesquisa chamado High-Low Tech no MIT Media Lab, onde o propósito do grupo é integrar processos, culturas e materiais tecnológicos diversos, além de explorar e democratizar os processos de fabricação, design e computação. Nesse trabalho abaixo ela mistura diferentes tecnologias para chegar num resultado inteligente e muito divertido. Ela criou verdadeiras artes em papel misturado com circuitos eletrônicos, que além de tocar música, acendem sensores de luz. É incrível, assistam!

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Festival CulturaDigital.Br: Arte digital, novos arranjos produtivos, comunicação em rede…

Renata Tonezi  em  29 de September de 2011  às  01:04 pm  Dê um hello!

Programe a ida ao Rio de Janeiro no primeiro final de semana de dezembro!
O MAM-Rio e o Cine Odeon serão ocupados por palestras, debates, encontros, atividades mão na massa, exibições e performances artísticas. O Festival CulturaDigital.Br (antigo Fórum da Cultura Digital, que já teve edições em 2009 e 2010), tem data marcada para acontecer de 02 a 04 de dezembro. A Chamada Pública Internacional de Atividades vai até 30 de setembro, e por meio dela, artistas, ativistas, coletivos, redes jás formadas e em formação, realizadores de todo o mundo têm a possibilidade de apresentar seus projetos e iniciativas no encontro.

O evento com foco em inovação e produção cultural contemporânea, já está com quase 160 projetos inscritos. Participe enviando propostas ou apoiando os projetos!

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O Festival
Mais do que um evento para exposição de ideias e projetos, o Festival CulturaDigital.Br é um momento de encontro de agentes da cultura digital brasileira com seus pares no mundo. São realizadores, produtores, ativistas que atuam na intersecção entre cultura, política e tecnologia, promovendo inovações.

A proposta é articular referências mundiais e redes expressivas, a partir de questões relevantes da conjuntura nacional e global – como a função da propriedade intelectual na era do conhecimento e os avanços do movimento software livre, que integram a essência da cultura digital.

A terceira edição do Festival CulturaDigital.Br emerge no cenário de massificação e apropriação das tecnologias por jovens realizadores com um perfil marcante: eles não se encaixam no que compreendemos sobre organizações e nem estão ligados a filiações ideológicas rígidas. Também estão muito mais preocupados com a prática e o processo, descrevendo e transformando a realidade. Neste debate, técnica e política jamais podem ser observadas em blocos separados. Não se trata de um movimento de negação da política, mas de confrontação das estruturas caducas. O Festival CulturaDigital.Br é uma realização da Casa da Cultura Digital, um cluster criativo na cidade de São Paulo, que abriga mais de 15 instituições.

via @producaocultural

Water Type: uma fonte criada em HTML5

Renata Tonezi  em  17 de September de 2011  às  04:52 pm  Dê um hello!

Ricardo Cabello aka Mr Doob, é designer e programador com foco em experimentos em WebGL, Openframeworks e AS3. Desenvolve bibliotecas de código aberto com a esperança de tornar o desenvolvimento web mais prático. Seu trabalho inclui desde alguns “simples” brinquedos interativos digitaisGoogle Gravity (adoro esse!), Ball Pool e Harmony – para experiências mais incríveis e complexas – The Johnny Cash Project, The Wilderness Dowtown e Rome: 3 Dreams of Black.

Utilizando o elemento canvas encontrado no HTML5, que permite criar desde gráficos 2D até imagens mais complexas como bitmaps, ele criou a Water Type. Enquanto você digita, a fonte se forma através de ondas… No site dele tem mais algumas experiências bem bacanas!

Previsões “geniais” sobre o futuro da internet

Renata Tonezi  em  16 de September de 2011  às  01:05 am  Dê um hello!

O movimento social e cultural que a internet proporciona está cada vez mais forte, interativo, comunitário e transversal. Vivemos em meio a um turbilhão de novidades, conceitos e ideias interessantes. Com tantas constantes transformações em todos os aspectos, surgem a cada década novas formas de se comunicar. Estudos apontam que provavelmente em alguns anos até nossos comandos cerebrais possam ser digitalizados para manipular remotamente as nossas máquinas… uau!

Conceitos como esse foram previstos por gênios, escritores de ficção científica há algum tempo antes de pensarmos tudo isso ser possível. Arthur C. Clarke, autor de “2001: Uma odisseia no espaço” previu como seria o futuro das comunicações nos dias de hoje. Imaginava um futuro onde as pessoas pudessem se comunicar instantaneamente de qualquer lugar do mundo, sem saber exatamente suas localizações. O que torna esse vídeo tão impressionante é que foi realizado em 1964.

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Afinal, quem são os hackers?

Renata Tonezi  em  9 de September de 2011  às  11:03 pm  Dê um hello!

Recentemente meu blog foi invadido e ficou fora do ar alguns dias. Recebi um comunicado sobre o motivo da suspensão, uma denúncia de “phishing”. O serviço de hospedagem alegou que havia uma falha de segurança no código do meu site, o que provavelmente possibilitou a invasão para a inclusão de arquivos visando a captação de dados através de uma página falsa.

Conversando com alguns amigos sobre o ocorrido, notei que alguns termos relacionados a crimes cibernéticos estavam sendo utilizados de forma incorreta. Por essa razão resolvi pesquisar um pouco e escrever este post.

Atualmente quando o termo “hacker” é utilizado, muitas vezes é associado a cibercriminosos com conhecimentos avançados nas áreas de tecnologia e informática, e que buscam causar danos ou violar ilegalmente sistemas para fins pessoais.

Esses cibercrimes não são cometidos pelos “hackers”, mas sim pelos “crackers”. Estes indivíduos oportunistas, buscam hosts e redes vulneráveis para praticarem a quebra (cracking) de sistemas de segurança afim de conseguir informações confidenciais. Continue lendo…

Nada se cria. Tudo se remixa | “Everything is a Remix”

Renata Tonezi  em  7 de September de 2011  às  02:08 am  Dê um hello!

Há algum tempo uma série com ótimos vídeos “Everything is a Remix” estão circulado na web. O responsável é Kirby Ferguson, escritor americano, produtor, editor e diretor, que criou quatro documentários abordando a questão da produção cultural. Seu intuito é mostrar como “tudo é um remix”, ou seja, todas as invenções – seja um filme ou uma música são cópias, transformações e combinações das versões anteriores. Seu projeto é uma viagem no tempo e envolve além de um grande trabalho de pesquisa e levantamento de referências, um assunto polêmico que é a questão do plágio. No site do projeto, everythingisaremix.info ele aborda a prática do remix como sendo um elemento natural da criatividade, que está relacionado à forma como toda a criatividade acontece. Os elementos básicos da criatividade poderiam então ser classificados como: copiar, transformar e combinar. O ato de remixar em si faz parte da cultura popular desde sempre, não importando a tecnologia aplicada. Esse é um assunto que há muito tempo tem sido defendido por pesquisadores, antropólogos e sociólogos, que grande parte da aprendizagem e da evolução humana nasce de um processo de assimilação e cópia.

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Uma pergunta universal: “De onde vêm as boas idéias?”, por Steven Johnson

Renata Tonezi  em  24 de August de 2011  às  01:12 am  Dê um hello!

O vídeo não é tão recente mas aborda um assunto muito atual, que é a formação das ideias através da coletividade. Steven Johnson é um escritor norte-americano e autor do livro “Where good ideas come from?”. Conhecido pelas suas teorias em inovação tecnológica, recordo que li um livro muito interessante do autor “Emergência: as vidas conectadas de Formigas, Cerébros, Cidades e Softwares”, onde ele descreve o comportamento emergente nos coletivos de baixo nível (ex.: colônias de formigas ou abelhas) e como conseguem criar uma organização de alto nível sem possuir uma estratégia ou um comando centralizado. Sistemas emergentes podem ser muito mais inovadores e criativos do que os mais rígidos, mas a questão é como extrair o máximo da inteligência coletiva e motivar pessoas para criarem juntos grandes ideias.

Mas por que o vídeo é tão legal? Porque ele transita sobre as tantas formas que temos de nos conectar… busca padrões recorrentes em diferentes ambientes nos quais possamos aprender e aplicar em nossas vidas com um único objetivo: tornar este mesmo ambiente mais criativo e inovador.
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The Janus Machine: arte interativa, design, pesquisa e tecnologia

Renata Tonezi  em  18 de August de 2011  às  02:32 am  Dê um hello!

Nos dias 9, 10 e 11 de julho aconteceu o OFFF Festival, considerado um dos eventos mais importantes de design e cultura digital do mundo, é também um ponto de encontro de artistas, profissionais, estudantes e pessoas que querem mostrar o que fazem, compartilhar e ampliar seus conhecimentos.

Nasceu em Barcelona em 2001 mas já houveram versões em Paris, Lisboa e Nova York. Participei da edição de 2011 (em Barcelona) e tive a oportunidade de assistir as palestras dos designers já consagrados Eric Spiekermann, Stefan Sagmeister e Joshua Davis, e dos jovens e talentosos Alex Trochut, Brosmind e Mr. Kone. Além de participar de um workshop com o ilustrador Jon Burgerman e ouvir sobre os processos e ideias por trás da colaboração, com Aaron Koblin, que é um artista especializado em dados e tecnologias digitais. Bom, mas num próximo post eu comento melhor sobre as minhas impressões sobre o Festival.

Nesse post quero falar sobre um projeto chamado Janus Machine, que foi realizado por Kyle Mcdonald, Zach Lieberman, Theo Watson e Manabe Daito e busca explorar as noções de relacionamento. Esta instalação de arte interativa estava exposta em um espaço exclusivo para trabalhos experimentais chamado OFFFMática. Inspirado em “Janus”, que foi um deus da mitologia romana e costumava ser associado a transições de dualidade: jovens e velhos, indo e vindo, passado e futuro. Esse Deus era muitas vezes representado com duas cabeças, cada uma em direções opostas.

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Sour Mirror: O melhor videoclipe interativo que você já viu esse ano

Renata Tonezi  em  13 de December de 2010  às  06:27 pm  Dê um hello!

Tecnologia não é tudo, mas sim o uso que você faz dela. O vídeo da faixa Mirror da banda japonesa Sour, é um ótimo exemplo do que o HTML5 e o Flash podem fazer juntos, ou seja, se complementarem. Não sou a favor da já anunciada “Morte ao Flash”, creio que existem tecnologias certas para cada tipo de problema. Vale lembrar que o Flash contribuiu muito e durante muito tempo para o desenvolvimento da interatividade e aplicações multimídia, e que o HTML5 é uma outra evolução (muito boa, mas ainda não oferece todos os recursos que o Flash possibilita há anos). Enfim…

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II Fórum da Cultura Digital Brasileira 2010

Renata Tonezi  em  12 de November de 2010  às  01:57 am  Dê um hello!

Anote na agenda. Entre os dias 14 e 17 de novembro acontece na Cinemateca Brasileira, a segunda edição do Fórum da Cultura Digital Brasileira. O evento pretende reunir e debater as iniciativas de cultura e comunicação existentes no país.

A programação colaborativa e interessante é grande e o tempo é curto, portanto vale a pena se organizar. No site, estão disponíveis informações e links sobre as experiências e os mais de 300 convidados que irão compor os pelo menos seis espaços do Fórum.

O Futuro do Cinema, Compatilhamento e remuneração do autor, Os Futuros do Livro, Cidadania Digital, Ativismo e rede, Perspectivas Criativas da Cultura Digital, Economia Criativa, Governança da Internet, Jornalismo digital, Interatividade, Colaboração, Software livre, Dados Abertos, Educação e Cultura Digital, Remix, Transmídia, Laboratórios Experimentais, Banda Larga, Televisão e Novas Tecnologias, Liberdade de Expressão no Contexto Digital, Marco Civil da Internet, Lan House, Arte e Tecnologia, Políticas Públicas… Esses são alguns dos temas a serem discutidos na segunda edição do evento.

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