Adoro histórias de amor! “Screwed Up” é uma animação encantadora feita em stop-motion, dirigida e animada por Kris Hofmann e Ulrika Axen. A história mostra o ciclo do romance, deste a conquista até a rotina, e finalmente a separação. As cores utilizadas, a trilha, os ângulos escolhidos, e a fotografia são lindos!
É interessante observar como as cidades são organismos vivos e pulsantes… fiquei encantada com o trabalho do fotógrafo Colin Rich, que passou mais de 6 meses capturando imagens das luzes noturnas na cidade de Los Angeles. Muito mais do que técnica e paciência, este trabalho foi realizado com muito amor.
Talvez você já deve ter visto algum desses vídeos. Foram feitos pela equipe de filmagem Everynone. Eles trabalham com imagens do cotidiano e com o conceito de valorizar cada momento. Gosto muito da forma como eles aprofundam o significado das palavras, e como exploram as transições e interações entre a linguagem e as imagens. Lindo, lindo, poético!
Rick Mereki é um cineasta australiano independente, cujo trabalho não é apenas surpreendente, mas também nos faz pensar e sonhar sobre quantos lugares incríveis no mundo há para conhecer. Juntamente com os amigos colaboradores Andrew Lees e Tim White, viajaram por 11 países e percorreram 38 mil milhas em 44 dias. Equipados com 2 câmeras e conceitos simples de movimento, eles conseguiram captar quase um terabyte de fotos e vídeos incríveis. A técnica utilizada para essa animação stop motion é chamada de Pixilation, onde pessoas ou objetos reais são utilizados e captados frame a frame criando uma sequência de animação.
O resultado é surpreendente, uma série de três curtas de alta definição de 1 minuto cada com clipes curtos de inúmeros locais e ambientes visualmente diferentes. O bacana é que cada curta é dirigido por um motivo visual que cria a sensação de uma história linear. Lindo!
Que lindinho o trabalho do Christopher Boffoli, fotógrafo de Seattle. Ele criou a série “Disparidade”, onde simula algumas cenas banais do cotidiano utilizando miniaturas de homens, mulheres e crianças em cenários poéticos feitos de frutas, flores e outros alimentos.
Fiquei surpresa ao assistir esse vídeo que ao mesmo tempo assusta e encanta. O documentário retrata um dos maiores desastres ambientais de um destino turístico localizado no deserto ao sul da Califórnia.
Chamado de Salton Sea, o lago que antes atraia muitos turistas se tornou tóxico e causou a morte de peixes e aves. O local ficou abandonada e praticamente virou uma cidade fantasma, exceto pela presença de um homem que se arriscou pra filmar, escrever e dirigir esse vídeo Ranson Riggs. Vale usar 5 minutos do seu tempo e assistir.
Estou adorando a série de comerciais da escola de idiomas EF, uma das principais empresas de intercâmbio do mundo.
O conceito sugere “Live the Language”, ou seja, “viva um idioma” e aprenda vivendo em outro país. As imagens mostram o cotidiano de um estudante vivendo em outro país, além de um belo trabalho tipográfico que traduz em palavras o significado das imagens. Após assistir aos vídeos fiquei com vontade de viajar e aprender um novo idioma!
A produção é da Camp David, produção de Gustav Johansson e Niklas Johansson, e Albin Holmqvist, responsável pela bela tipografia. Até agora foram produzidos 4 vídeos: Beijing, Paris, Barcelona e Londres. Vale assistir todos eles, além do conceito, a fotografia também é linda!
Momento para contemplar uma série impressionantes de fotos HDR de Tokyo. Heim? HDR?
HDR significa High Dynamic Range. Eu não saberia explicar tecnicamente, mas entendo que é possível criar fotos maravilhosas utilizando essa técnica, que consiste basicamente em juntar várias fotos com exposições diferentes para ter mais detalhes de cor, sombra e luz.
E o resultado, são imagens com muita informação de cores como as que você vê abaixo. Fiquei zonza com tanta informação. Viva a hiper-modernidade! E vale a pena acessar a galeria no Flickr com outros trabalhos utilizando dessa técnica.
Depois de muita espera, assisti o filme “O Imaginário do Dr. Parnassus”, de um dos cineastas mais criativos do cinema: Terry Gillian. O filme teve duas indicações ao Oscar (Direção de Arte e Figurino) e chegou a ser exibido na Mostra de Cinema (2009) de São Paulo. Infelizmente não ficou muito tempo em cartaz.
O Imaginário do Dr. Parnassus ficou sendo divulgado por algum tempo, mas a estreia foi adiada diversas vezes já que o longa ficou congelado por um tempo em razão da trágica morte de Heath Ledger, em 2008, durante as filmagens. Porém, Terry Gillian teve a brilhante ideia de transformar o papel interpretado por Ledger – um contador de histórias que viaja por dimensões mágicas – num personagem que muda de rosto e passa a ser quem quiser dentro deste mundo imaginário, o que possibilitou a integração de três grandes nomes de Hollywood na narrativa: Jude Law, Johnny Depp e Colin Farrel (que elenco!), tornando a história ainda mais interessante.