Animação: Procrastination
Renata Tonezi em 22 de January de 2012 às 06:11 pm Dê um hello!“Sometimes the only way to get something done is to do two dozen other things first” Johnny Kelly
“Sometimes the only way to get something done is to do two dozen other things first” Johnny Kelly

Essa semana assisti mais um vídeo cativante do casal Sean Ohienkamp (crazedadman) e Lisa Blonder. The Joy of Books é uma animação divertida em stop-motion, onde a proposta é dar vida ao universo dos livros. Para esse trabalho foram necessárias muitas madrugadas empilhando e animando livros. A dupla contou com a ajuda de 20 voluntários, e o resultado foi uma produção incrível que mostra o que acontece quando uma livraria fecha e os livros se divertem! O local escolhido foi uma livraria em Toronto, no Canadá, chamada Type.
Pra quem não viu o trabalho anterior da dupla, não deixe de dar o play!
via @openculture
Pra quem não conhece Erik Spiekermann, é um designer e tipógrafo alemão internacionalmente reconhecido pelo seu trabalho, foi responsável pelo desenho de diversas famílias tipográficas e pela sinalização do transporte público de Berlin, entre tantos outros grandes projetos importantes.
Tive a oportunidade de assistir a uma palestra dele muito inspiradora no OFFF Festival 2011. O vídeo abaixo Mr. Spiekermann apresenta uma ideia bem interessante (e divertida), da sua visão de como seria um ambiente de trabalho do futuro.
via @creativearte
Vale assistir também a esse vídeo feito em conversa com a Gestalten TV, sobre processos de design e concepção de tipos de letras.
Erik Spiekermann – Putting Back the Face into Typeface from Gestalten on Vimeo.
O Mapping Festival é realizado em Genebra, na Suiça desde 2005. O evento é um laboratório de experimentação voltado ao “VJing”, às artes visuais em movimento, além de trazer instalações audiovisuais e performances artísticas incríveis.

Separei algumas experiências que achei bem interessantes:
Enigmatica III by Kit Webster, é uma experiência visual que distorce a realidade por meio da estimulação e perda da percepção. A escultura é composta por dez quadros suspensos que diminuem de tamanho ao longo de acordo como são projetadas.
Quando criei esse blog foi com o intuito de trazer referências visuais, sensoriais e manifestações interessantes relacionadas ao vasto mundo do design, das artes gráficas e digitais que tenho visto/vivenciado por aí. Registrar momentos, percepções, olhares diferentes, mapear ações, comentar trabalhos interessantes, desenhar e criar coisas que façam parte desse universo é meu objetivo pessoal. Acredito que tão importante quanto vivenciar experiências, seja também documentar e registrar de alguma forma essas sensações. Muitas vezes tenho a sensação de estar parada embora esteja sempre correndo. A pressa, a necessidade e a ansiedade por fazer e viver tudo ao mesmo tempo e agora nos faz sentir vivos muitas vezes. Mas tem momentos que sinto o quanto é importante parar o que se está fazendo, pensar e refletir onde se quer chegar, e daí então dar um novo passo. Acredito que determinação e ação é tudo! Tudo que precisamos é saber exatamente onde queremos chegar. Mais uma vez estou de volta, reservando e dedicando parte do meu tempo a manter esse espaço vivo e atualizado!

Hoje vi algo que me deixou realmente impressionada e feliz, o trabalho de Leah Buechley. Ela é designer de produtos eletrônicos e trabalha em grupo de pesquisa chamado High-Low Tech no MIT Media Lab, onde o propósito do grupo é integrar processos, culturas e materiais tecnológicos diversos, além de explorar e democratizar os processos de fabricação, design e computação. Nesse trabalho abaixo ela mistura diferentes tecnologias para chegar num resultado inteligente e muito divertido. Ela criou verdadeiras artes em papel misturado com circuitos eletrônicos, que além de tocar música, acendem sensores de luz. É incrível, assistam!
O designer gráfico, escritor e ilustrador a Stefan Bucher (criador do Daily Monsters e da projeto 344 design), lançou um livro super útil que funciona como uma “auto ajuda” para designers que querem determinar mudanças em suas vidas e suas carreiras de trabalho.

344 Questions é um livro interativo com mais de 344 perguntas instigantes e divertidas que incentivam os leitores a escreverem suas respostas e ideias diretamente nas páginas do livro. Além de uma ótima coletânia de fluxogramas, listas ilustradas por ele e contribuições de gente bacana como Stefan Sagmeister, Marian Bantjes, entre outros, o livro é pequeno e portátil. Adicionei na minha listinha de desejos!
Programe a ida ao Rio de Janeiro no primeiro final de semana de dezembro!
O MAM-Rio e o Cine Odeon serão ocupados por palestras, debates, encontros, atividades mão na massa, exibições e performances artísticas. O Festival CulturaDigital.Br (antigo Fórum da Cultura Digital, que já teve edições em 2009 e 2010), tem data marcada para acontecer de 02 a 04 de dezembro. A Chamada Pública Internacional de Atividades vai até 30 de setembro, e por meio dela, artistas, ativistas, coletivos, redes jás formadas e em formação, realizadores de todo o mundo têm a possibilidade de apresentar seus projetos e iniciativas no encontro.
O evento com foco em inovação e produção cultural contemporânea, já está com quase 160 projetos inscritos. Participe enviando propostas ou apoiando os projetos!
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O Festival
Mais do que um evento para exposição de ideias e projetos, o Festival CulturaDigital.Br é um momento de encontro de agentes da cultura digital brasileira com seus pares no mundo. São realizadores, produtores, ativistas que atuam na intersecção entre cultura, política e tecnologia, promovendo inovações.
A proposta é articular referências mundiais e redes expressivas, a partir de questões relevantes da conjuntura nacional e global – como a função da propriedade intelectual na era do conhecimento e os avanços do movimento software livre, que integram a essência da cultura digital.
A terceira edição do Festival CulturaDigital.Br emerge no cenário de massificação e apropriação das tecnologias por jovens realizadores com um perfil marcante: eles não se encaixam no que compreendemos sobre organizações e nem estão ligados a filiações ideológicas rígidas. Também estão muito mais preocupados com a prática e o processo, descrevendo e transformando a realidade. Neste debate, técnica e política jamais podem ser observadas em blocos separados. Não se trata de um movimento de negação da política, mas de confrontação das estruturas caducas. O Festival CulturaDigital.Br é uma realização da Casa da Cultura Digital, um cluster criativo na cidade de São Paulo, que abriga mais de 15 instituições.
Ricardo Cabello aka Mr Doob, é designer e programador com foco em experimentos em WebGL, Openframeworks e AS3. Desenvolve bibliotecas de código aberto com a esperança de tornar o desenvolvimento web mais prático. Seu trabalho inclui desde alguns “simples” brinquedos interativos digitais – Google Gravity (adoro esse!), Ball Pool e Harmony – para experiências mais incríveis e complexas – The Johnny Cash Project, The Wilderness Dowtown e Rome: 3 Dreams of Black.
Utilizando o elemento canvas encontrado no HTML5, que permite criar desde gráficos 2D até imagens mais complexas como bitmaps, ele criou a Water Type. Enquanto você digita, a fonte se forma através de ondas… No site dele tem mais algumas experiências bem bacanas!
O movimento social e cultural que a internet proporciona está cada vez mais forte, interativo, comunitário e transversal. Vivemos em meio a um turbilhão de novidades, conceitos e ideias interessantes. Com tantas constantes transformações em todos os aspectos, surgem a cada década novas formas de se comunicar. Estudos apontam que provavelmente em alguns anos até nossos comandos cerebrais possam ser digitalizados para manipular remotamente as nossas máquinas… uau!
Conceitos como esse foram previstos por gênios, escritores de ficção científica há algum tempo antes de pensarmos tudo isso ser possível. Arthur C. Clarke, autor de “2001: Uma odisseia no espaço” previu como seria o futuro das comunicações nos dias de hoje. Imaginava um futuro onde as pessoas pudessem se comunicar instantaneamente de qualquer lugar do mundo, sem saber exatamente suas localizações. O que torna esse vídeo tão impressionante é que foi realizado em 1964.

Gostei muito do trabalho da artista Dana Tanamachi. Ela cria belas tipografias utilizando como ferramenta apenas giz, um quadro negro e muita criatividade. Além da qualidade tipográfica, o que me chamou a atenção foi o uso criativo da aplicação de QR Codes no rótulo de uma marca de vinho.
Os QR Codes estão cada vez mais presentes nas ações de marketing e publicidade. O uso dessa tecnologia é livre e qualquer pessoa pode criar um QR Code personalizado. Além disso, eles são um meio interessante de transmitir rapidamente informações a dispositivos móveis. Abaixo as imagens dos rótulos, e o making of do processo de construção da imagem.

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